GNSS na Lua: missão LuGRE revela o potencial da navegação multiconstelação
- Isabelly Oliveira

- 1 de jul.
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Atualizado: 15 de jul.
Em 2025, a missão Lunar GNSS Receiver Experiment (LuGRE), desenvolvida em parceria entre a NASA e a Agência Espacial Italiana (ASI), tornou-se a primeira a obter uma solução de posicionamento utilizando exclusivamente sinais GNSS na superfície da Lua. Durante a missão, mais de 106 horas de observações foram registradas e, posteriormente, analisadas em um estudo de pós-processamento.

Além dos sinais GPS e Galileo originalmente utilizados pelo receptor, a análise revelou que os dados da missão também permitiam o rastreamento de sinais provenientes de outras constelações, como BeiDou, QZSS, NavIC (IRNSS) e sistemas SBAS.
Os resultados mostraram que a inclusão dessas constelações adicionais aumentou significativamente a disponibilidade de satélites observáveis no ambiente cislunar, evidenciando que a utilização conjunta de diferentes sistemas de navegação torna o posicionamento mais robusto e confiável. Esse princípio, conhecido como Multiconstelação GNSS, já está presente na rotina de receptores geodésicos e topográficos empregados em aplicações como cartografia, agrimensura, monitoramento de estruturas, agricultura de precisão e navegação. Confira no vídeo a animação oficial da NASA explicando a missão LuGRE e a utilização do GNSS para posicionamento na Lua.



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