Megaconstelações de satélites podem comprometer a astronomia, alerta estudo
- Yasmin Pereira
- há 9 horas
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A pesquisa do Observatório Europeu Austral (ESO), na revista Astronomy & Astrophysics, deu um alerta: as megaconstelações de satélites podem virar um verdadeiro pesadelo para a astronomia. Um estudo recente revelou que, para não perdermos a capacidade de observar o espaço, o número de satélites na órbita da Terra não deveria passar de 100 mil.

O problema é que o céu está ficando lotado muito rápido. Desde 2019, a quantidade de satélites disparou e já passa de 14 mil, a maioria da Starlink. E a empresa do Elon Musk ainda quer mandar mais 1 milhão só para criar centros de dados no espaço.
Além dela, projetos chineses, como a CTC-1 e CTC-2, e de startups como a E-Space prometem colocar centenas de milhares de novos aparelhos em órbita. Para completar, a americana Reflect Orbital quer lançar 50 mil satélites com espelhos até 2035 só para refletir luz solar durante a noite, o que deixaria o céu cheio de pontos tão brilhantes quanto o planeta Vênus.
Somando tudo, mais de 1,7 milhão de satélites poderiam poluir a visão dos telescópios. Para evitar esse estrago, o estudo defende limitar a órbita a 100 mil aparelhos e garantir que eles sejam discretos o suficiente para não serem vistos a olho nu de um lugar escuro.
Vale lembrar que isso não atrapalha só os astrônomos: tanta luz no céu bagunça o relógio biológico de pessoas e animais, e o lançamento e a queima dos satélites velhos na atmosfera ainda afetam diretamente a qualidade do nosso ar.


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