Como Converter Arquivo PBF para SHP
- Adauto Costa

- 18 de mar.
- 2 min de leitura
Atualizado: 24 de abr.
A conversão de arquivos PBF para SHP não é realizada diretamente por um único executável. O processo exige algumas etapas simples que serão mostradas a seguir.
Mas antes, é preciso baixar o arquivo PBF, veja como a seguir:
Etapa 1: Criar arquivo para recorte no Osmconvert
Gere primeiro um arquivo de texto com extensão .poly, que definirá um ou mais polígonos por meio de coordenadas. Ele é utilizado pelo osmconvert para recortar uma área específica de um arquivo .pbf. O formato segue uma estrutura simples e fixa:
Detalhes importantes:
Colocar em coordenadas geográficas longitude e latitude nesta ordem;
Coloque uma tabulação antes de cada par de coordenadas e entre elas;
As coordenadas de início e fim devem ser iguais.
Etapa 2: Osmconvert + recorte direto do arquivo PBF
O recorte espacial é realizado com o Osmconvert. Se seu Windows for de 64bits, baixe a versão binary for Windows 64 bit.
Execute o arquivo osmconvert64.exe e aplique o comando:
Na linha de comando acima:
[ARQUIVO_PBF]
É a variável que aponta para o caminho do arquivo de extensão .pbf.
Exemplo: nordeste-latest.pbf
[ARQUIVO_POLY]
É a variável que guarda o caminho do arquivo .poly que você criou na Etapa 1.
nordeste-latest_region.poly
[OUT_OSM]
É o arquivo de saída com a extensão .osm da região delimitada pelo arquivo .poly.
Exemplo: nordeste-latest_region.osm

Etapa 3: Conversão final de PBF para SHP
A conversão do arquivo .osm para .shp é feita com o ogr2ogr, componente da biblioteca GDAL. O QGIS já vem com esse pacote e fica no diretório:
Crie um arquivo .bat e ajuste o conteúdo conforme o caminho em que o QGIS estiver instalado no seu sistema:
No exemplo acima:
GDAL_DATA
É a variável que aponta para a pasta onde ficam os arquivos de configuração do GDAL. Ali estão definições de projeções, drivers, parsing de formatos (como OSM) e outros arquivos essenciais. Se ela não estiver definida corretamente, aparecem erros como “Cannot find osmconf.ini” ou falhas na leitura de dados.
[CAMINHO_QGIS]:
Diretório principal do QGIS.
OGR
É apenas uma variável que guarda o caminho do executável ogr2ogr.exe. Serve para evitar repetir o caminho completo em todas as linhas do script. Na prática, é o motor que faz a conversão de dados geoespaciais entre formatos (OSM → SHP, por exemplo).
INPUT
É o caminho do arquivo de entrada. No caso, o arquivo .osm gerado a partir do .pbf via osmconvert. Tudo que será convertido vem desse arquivo.
OUTPUT
É a pasta de saída onde os shapefiles serão gravados. Os arquivos linhas.shp, pontos.shp e poligonos.shp serão criados dentro desse diretório.
[CAMINHO_SHP]:
Diretório de exportação para shapefile.
Basta agora executar o .bat e, se estiver tudo certo, os arquivos shapefile serão criados.







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