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Geoprocessamento

Qual a diferença entre dados Raster e dados Vetoriais?

Em Sistemas de Informação Geográfica (SIG), o entendimento das tipologias de dados geoespaciais é fundamental para a condução de análises e projetos de geoprocessamento.

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Qual a diferença entre dados Raster e dados Vetoriais?

há 6 minutos
2 min de leitura

Em Sistemas de Informação Geográfica (SIG), a análise espacial depende da compreensão de duas tipologias fundamentais de dados geoespaciais: os dados raster e os dados vetoriais. A principal diferença entre eles reside na forma de representação da superfície terrestre, em que o formato raster mapeia o espaço de maneira contínua, enquanto o formato vetorial o faz de forma delimitada e discreta.


Os dados Raster, também chamados de matriciais, consistem em imagens digitais georreferenciadas estruturadas por uma matriz de linhas e colunas formada por pixels. Cada pixel possui coordenadas geográficas e valores numéricos que registram características da superfície, como as cores do espectro visível, RGB, ou faixas invisíveis, a exemplo do infravermelho e ultravioleta.


Exemplo de Imagem Raster. Fonte: GeoSense.
Exemplo de Imagem Raster. Fonte: GeoSense.

Essa capacidade de capturar a assinatura espectral dos elementos torna o dado raster indispensável em projetos de sensoriamento remoto e monitoramento ambiental, sendo aplicado no mapeamento de desmatamento, na avaliação da saúde da vegetação, no controle de queimadas e na análise do uso do solo a partir de imagens de satélite e fotografias de drones.


Por outro lado, os dados vetoriais representam elementos geográficos por meio de três feições geométricas básicas: pontos, linhas e polígonos. Estruturados por equações matemáticas e coordenadas fixas, esses arquivos mantêm sua qualidade e precisão gráfica independentemente de ampliações ou reduções de escala. 


Diferença da imagem Raster e Vetor ao utilizar o zoom. Fonte: Clube do GIS.
Diferença da imagem Raster e Vetor ao utilizar o zoom. Fonte: Clube do GIS.

Além das formas geométricas, as estruturas vetoriais são associadas a tabelas de atributos contendo dados descritivos e quantitativos, como nomes, extensões e áreas. Suas principais aplicações envolvem a medição e delimitação de propriedades rurais e urbanas via polígonos, o traçado de redes viárias e hidrográficas por meio de linhas e a indicação de pontos de interesse ou coordenadas específicas, mecanismo amplamente utilizado em sistemas de navegação por GPS, no Cadastro Ambiental Rural e nos Geoportais.


Exemplo do uso de dados vetoriais no geoportal de Recife, ESIG. Fonte: Reprodução do ESIG.
Exemplo do uso de dados vetoriais no geoportal de Recife, ESIG. Fonte: Reprodução do ESIG.

Nos ambientes de geoprocessamento, esses dois tipos de dados são integrados por meio da sobreposição de camadas. A combinação entre a riqueza de detalhes contínuos de um dado raster e a precisão das feições delimitadas de um dado vetorial permite criar mapas detalhados e realizar análises espaciais complexas, essenciais para o planejamento urbano, a gestão ambiental e a tomada de decisões estratégicas.


Referências:




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