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Satélites FireSat detectam incêndios florestais com IA

Os satélites FireSat usam imagens infravermelhas e IA para detectar incêndios ainda pequenos. Três unidades operacionais chegaram à órbita em julho de 2026.

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Satélites FireSat detectam incêndios florestais com IA

As imagens de satélite tradicionalmente usadas no combate a incêndios florestais possuem limitações como baixa resolução e atualizações espaçadas, o que impede a identificação de focos pequenos. Para contornar essas limitações, o Google Research e a Muon Space, operando em nome da organização Earth Fire Alliance, desenvolveram o FireSat, uma constelação de satélites dedicada ao monitoramento e detecção precoce de incêndios florestais.


Os três primeiros satélites FireSat têm lançamento previsto para o verão de 2026. Fonte: Google Research.
Os três primeiros satélites FireSat foram lançados em 7 de julho de 2026 e devem passar por aproximadamente três meses de testes antes da disponibilização operacional dos dados. Fonte: Google Research/Earth Fire Alliance’s

Utilizando imagens infravermelhas multiespectrais de alta resolução e inteligência artificial aplicada, os satélites FireSat são capaz de identificar chamas a partir de 5x5 metros e penetrar fumaça e nuvens. Quando a constelação estiver totalmente operacional, ela atualizará os dados a cada 20 minutos ou menos em qualquer lugar da Terra, fornecendo informações valiosas, em quase tempo real, para equipes de emergência e cientistas. A iniciativa é complementada pela AI Collaborative: Wildfires, viabilizada pelo Google para unir diferentes setores no combate a esses desastres.


Após o sucesso do protótipo Protoflight, lançado em março de 2025 pela SpaceX e capaz de detectar queimadas em cinco continentes que outros satélites não identificavam, a primeira fase operacional foi iniciada com o lançamento de três satélites a bordo de um foguete Falcon 9. Esses primeiros instrumentos entrarão em capacidade operacional após três meses de testes e atenderão inicialmente regiões de risco em países como Estados Unidos, Canadá, Austrália e Portugal.


O plano prevê a expansão gradual da constelação nos anos seguintes, visando aumentar a frequência de envio de dados e exemplificando o avanço das parcerias entre gigantes da tecnologia e o setor espacial no desenvolvimento de soluções ambientais.


Referências:


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