Terremotos na Venezuela: Sentinel-1 revela deformação
- Yasmin Pereira
- há 1 hora
- 2 min de leitura
Imagens capturadas pelos satélites Sentinel-1, pertencentes ao programa Copernicus da Agência Espacial Europeia (ESA), revelaram em detalhes como a crosta terrestre foi deformada após dois intensos terremotos atingirem a Venezuela no dia 24 de junho. Os abalos, que registraram magnitudes de 7,2 e 7,5, ocorreram com apenas 39 segundos de intervalo entre si, segundo dados do Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS).
Por terem ocorrido em uma profundidade relativamente rasa ao longo do sistema de falhas geológicas de San Sebastián, que se estende por 500 km na costa norte do país, os tremores provocaram forte oscilação em construções, deixando extensos danos e resultando em milhares de vítimas. Trata-se do evento sísmico de maior magnitude a atingir o território venezuelano desde o ano de 1900.
Para mapear o impacto do fenômeno no terreno, os cientistas utilizaram o Radar de Abertura Sintética (SAR) da banda C dos satélites Sentinel-1, que emite sinais e mede o tempo de retorno ao sensor, permitindo detectar alterações imperceptíveis a olho nu e com precisão milimétrica.

Ao comparar as leituras feitas no dia 18 de junho, seis dias antes dos terremotos, com as medições do dia 25 de junho, um dia após os abalos, a ESA gerou um mapa científico chamado interferograma. A imagem exibe um padrão de franjas e faixas coloridas na região norte que representa a alteração acumulada na distância entre o satélite e a superfície terrestre, indicando um deslocamento do solo da ordem de 30 cm na linha de visada do equipamento.
Essa deformação abrange uma vasta área que se estende de Caracas até a cidade de Puerto Cabello, localizada a 210 km a oeste da capital, tendo a cidade litorânea de La Guaira entre os locais mais gravemente afetados.






Comentários