Aviation Summit 2025
- Adauto Costa

- 18 de jan.
- 3 min de leitura
Em novembro de 2025, o fundador do Ad33 Geo, Adauto Costa, participou do Aviation Summit 2025 (evento realizado em Fortaleza, Ceará) como um dos representantes da AERO Consultoria LTDA, ao lado de Luiz Mendes. Foi um encontro voltado para líderes e principais players do mercado de negócios da aviação executiva, com uma proposta bem clara: reunir gente que decide, investe e opera, para discutir tendências, segurança e caminhos reais de crescimento do setor.


Logo nas primeiras falas, apareceu um tema que vem ganhando força: a relação direta entre mercado imobiliário e aviação. A discussão foi além do “ter um heliponto” como diferencial. A ideia central foi tratar helipontos e, cada vez mais, vertipontos como parte do planejamento urbano moderno, antecipando um cenário em que mobilidade aérea, logística e deslocamento executivo se tornam ainda mais integrados às cidades.

Na sequência, um dos pontos altos foi a apresentação do CENIPA, conduzida pelo Cel. José Roberto Mendes da Silva, trazendo uma abordagem direta sobre Segurança de Voo na aviação executiva. Foram citadas referências como a RBAC 91 e o SIPAER, com uma mensagem que precisa ser repetida sempre: segurança não é ausência de acidentes; segurança é gestão ativa de riscos. Também foram apresentados dados que reforçam a urgência do tema, mostrando que a ocorrência de acidentes graves segue sendo frequente.


Nesse momento, a AERO Consultoria LTDA reforça um ponto fundamental que está no centro do trabalho técnico de quem atua com aeródromos e helipontos: a segurança também é construída no planejamento.
Elaborar e analisar PBZPA/PBZPH com seriedade significa mapear obstáculos com precisão, interpretar corretamente o terreno, identificar riscos operacionais e propor mitigações viáveis, antes que o problema apareça no dia a dia. E, para não repetir erros, é essencial estudar continuamente os relatórios do CENIPA, tratando cada ocorrência como fonte de aprendizado objetivo, não como curiosidade.

Depois veio a mesa-redonda, que trouxe uma visão prática do setor. Surgiram discussões sobre infraestrutura no interior e o quanto a necessidade de hangares varia conforme o modelo de operação.

Entrou forte o tema do agro e da realidade das pistas de terra, com menções a aeronaves como PC-12 e PC-24 funcionando bem no Nordeste quando há planejamento operacional e infraestrutura mínima coerente. Também foi reforçada a ideia de que a aviação executiva, hoje, é ferramenta de trabalho e produtividade, não luxo: ela encurta distâncias, acelera decisões e ajuda a puxar desenvolvimento.

A conversa avançou para comparações entre aviões a pistão e turboélices, com foco em custo, manutenção e adequação ao uso comercial. E houve destaque para o Pelican, proposta de aeronave elétrica voltada à pulverização agrícola, com uso de LIDAR e capacidade operacional expressiva. A discussão tocou num ponto sensível: a aviação agrícola ainda convive com perdas humanas, e tecnologia bem aplicada pode virar diferença real entre risco alto e risco controlado.

Por fim, ficou uma leitura bem clara: o agro tem potencial para elevar o nível do setor aéreo como um todo, porque demanda operação diária e eficiência. E, dentro disso, a escolha de aeronave precisa ser racional.
Existem empresários que impulsionam o mercado com aquisições bem pensadas, alinhadas à missão e ao custo total de operação. Mas também existem decisões por vaidade, copiando o que “parece certo” sem considerar manutenção, treinamento, perfil de pista e previsibilidade financeira. Para muita gente, o caminho mais inteligente pode ser o compartilhamento, justamente para equilibrar acesso e sustentabilidade operacional.
No fim, o Aviation Summit 2025 deixou uma mensagem simples e dura: aviação cresce quando tem visão de futuro, mas só se sustenta quando segurança e planejamento vêm primeiro.
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